No mercado de câmbio, dependendo de onde as negociações acontecem, ele pode ser dividido em mercado de balcão e mercado de câmbio, sendo que o termo “balcão” se refere à bolsa de câmbio — como a famosa Bolsa de Futuros de Câmbio de Chicago, que tem um local fixo e centralizado para negociações —, enquanto o mercado de câmbio não tem um local fixo; “câmbio” é apenas um conceito relativo ao “balcão”.Embora tanto as negociações em bolsa quanto as fora de bolsa sejam formas de negociação de câmbio, há uma grande diferença entre elas.
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A base de crédito é diferente. Nas negociações em bolsa, a bolsa de câmbio oferece o local e a infraestrutura para as transações, e todas as negociações de câmbio realizadas na bolsa são feitas por meio de contratos padronizados já definidos pela própria bolsa. A bolsa também é responsável por supervisionar o cumprimento dos contratos, bem como a entrega e a liquidação após o vencimento deles; por isso, a bolsa ou o centro de negociação assume o risco de crédito nas transações de câmbio.Já no mercado de balcão, não existe uma bolsa para garantir que as negociações ocorram de forma tranquila e organizada. As transações entre as partes se baseiam na confiança mútua, e cada uma assume o risco de crédito da outra.
A diferença está nos produtos negociados. Os contratos de câmbio negociados em bolsa são todos padronizados, e os principais produtos são futuros e opções de câmbio, como na Chicago Board Options Exchange (CBOE) e na Philadelphia Stock Exchange.Em geral, além dos produtos negociados em bolsa, todos os outros são considerados de mercado de balcão, como a negociação de câmbio à vista e a negociação de câmbio à vista com margem, entre outros. Os mercados de balcão mais comuns incluem a IFX, a CMC e corretoras de câmbio de varejo na Europa e nos Estados Unidos.Vale a pena notar que também existem alguns produtos que podem ser negociados tanto no mercado organizado quanto no de balcão, como os fundos ETF. Eles são criados por instituições financeiras e oferecem aos investidores duas formas de negociação: é possível negociar ETFs no mercado primário ou no mercado secundário da bolsa.
O mecanismo de formação de preços é diferente. Nas negociações em bolsa, como a corretagem é feita pela própria bolsa, os preços para ambas as partes são determinados por ela; o processo é mais transparente e aberto, o que aumenta a eficiência das negociações no mercado de bolsa e melhora a liquidez do mercado.Já nas negociações no mercado de balcão, o preço é definido por meio de negociação entre as partes, um processo que depende totalmente da dinâmica entre elas, e os preços geralmente não são transparentes.No mercado de balcão, também existem corretoras que fazem a conciliação das negociações dos clientes em suas próprias plataformas, mas, ao mesmo tempo, há corretoras que usam seus próprios recursos para fazer negociações de contrapartida com os negociadores. Nesse caso, a plataforma de contrapartida atua como “casa”, o que geralmente deixa margem para manipulação.
Os mecanismos de liquidação são diferentes: nas negociações em bolsa, a liquidação centralizada fica a cargo da bolsa ou da instituição de liquidação correspondente, enquanto nas negociações no mercado de balcão, as próprias partes envolvidas cuidam da liquidação financeira.Dá pra ver que as negociações no mercado de balcão oferecem menos garantias quanto à liquidação e à entrega normal das transações, enquanto no mercado de balcão o nível de garantia é mais baixo. Quem opera no mercado de balcão costuma ter maior capacidade financeira e fazer negócios de maior porte, já que os pequenos investidores geralmente só negociam no mercado de balcão.
Além disso, em termos de taxas de transação e formas de envio de ordens, também existem muitas diferenças entre as negociações em bolsa e fora de bolsa. Tanto o mercado em bolsa quanto o mercado fora de bolsa têm suas vantagens específicas, mas, no que diz respeito ao mercado de câmbio atual, seja em variedade de produtos ou em volume de negociação, o mercado fora de bolsa continua sendo o principal mercado para negociação de derivativos, superando de longe o mercado em bolsa em termos de volume de negociação.