No processo de criação de uma plataforma de câmbio, há uma questão que não dá pra ignorar: a questão da liquidação na plataforma de negociação de câmbio. Você já ouviu falar de termos técnicos como MM e STP, né? Esses são modelos de plataformas de negociação criados com base em diferentes métodos de liquidação, e esses modelos, por sua vez, geram um termo técnico relacionado à questão da liquidação: a “ponte de liquidação”.A seguir, este artigo vai explicar bem essas questões de liquidação relacionadas à criação de plataformas de câmbio.
Para entender de verdade como funciona a liquidação nas plataformas de câmbio, é preciso primeiro saber quais são os diferentes modelos de plataforma de negociação.O primeiro é o MM (Market Maker), também conhecido como “formador de mercado único” ou “modelo de aposta direta”. O conceito é bem claro: a corretora de câmbio atua como formadora de mercado e lucra apostando diretamente contra o cliente. É um modelo de jogo de soma zero, em que, se o cliente perde, a plataforma ganha, e se o cliente ganha, a plataforma precisa perder;O segundo é o ECN (Electronic Communications Network), que traduzido literalmente significa “rede de comunicações eletrônicas”, mas, em termos simples, é o modelo de liquidação total. Nesse modelo, as ordens de negociação da plataforma são “encaminhadas” diretamente para o mercado internacional por meio de uma ponte de liquidação, e a plataforma apenas cobra uma taxa de serviço, transferindo assim totalmente o risco das negociações de câmbio;O terceiro é o STP (Straight Through Processing), ou processamento direto. Esse modelo também usa uma ponte de compensação para “encaminhar” diretamente as ordens de negociação da plataforma aos bancos, realizando transações quase instantâneas com base nos preços de compra e venda fornecidos pelos bancos.
Depois de conhecer os três modelos diferentes de plataforma, dá pra perceber facilmente que tanto o ECN quanto o STP mencionam um termo: ponte de liquidação. Só de ouvir o nome já dá pra entender pra que serve: é uma ponte que ajuda a plataforma a se conectar com o mercado internacional pra que as ordens de câmbio sejam processadas.Geralmente, a ponte de liquidação é desenvolvida com muito esforço por equipes técnicas ou empresas de tecnologia. Mas, se no primeiro modelo, o MM, a própria plataforma já pode atuar como liquidante, por que desenvolver uma ponte de liquidação? Porque o modelo MM traz riscos enormes tanto para os clientes quanto para a plataforma.Para o cliente, se souber que a plataforma onde está negociando opera no modelo MM, é bem provável que não ache seguro deixar seu dinheiro lá, já que a plataforma pode muito bem sumir; já para a plataforma, cada negociação traz o risco de liquidação, e é preciso sempre considerar a possibilidade de perder muito dinheiro.Por isso, se uma plataforma quer crescer e se fortalecer, a melhor maneira é usar os modelos ECN ou STP, transferindo o risco de liquidação para o mercado internacional por meio de uma ponte de liquidação. Afinal, quando uma plataforma tem muitos clientes, só a cobrança de taxas de cada um já representa uma receita enorme.
E se você pensar na questão da implantação de uma ponte de liquidação, provavelmente vai perceber que algumas empresas que desenvolvem plataformas de câmbio, ao oferecerem esse serviço, também estabelecem um número mínimo de lotes de liquidação.O que é esse “número mínimo de lotes de liquidação”? É a quantidade mínima de lotes pela qual você precisa pagar a taxa de liquidação ao provedor. Por exemplo, se o número mínimo for de 4.000 lotes e a plataforma atingir 2.500 lotes, você ainda vai ter que pagar a taxa de liquidação com base no valor de 4.000 lotes.Por isso, na hora de decidir qual provedor de ponte de liquidação escolher, é preciso levar esse aspecto em consideração com cuidado.
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